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Valorização Profissional

23/09/2019

Conheça o trabalho das médicas e médicos-veterinários em supermercados

O trabalho de médicas e médicos-veterinários como é essencial para a sociedade. Em estabelecimentos varejistas e atacadistas que comercializam alimentos de origem animal, como carnes, pescado, laticínios e seus derivados, esses profissionais trabalham para garantir a segurança alimentar dos consumidores, com o controle da higiene e de pragas, da qualidade do produto que é vendido, sua manipulação e armazenamento. O profissional é o único que conhece as doenças desde suas origens, nas fazendas, possuindo formação completa para atuar nesta função em supermercados.

O Responsável Técnico que atua em supermercados precisa ter conhecimento específico na área em que trabalha, estabelecendo as condições mínimas de infraestrutura para assegurar a qualidade do produto. Essas são especificidades dos médicos-veterinários, como explica a dra. Lara Macêdo Bonfim, mestre em tecnologia e inspeção de produtos de origem animal e doutora em Zootecnia (produção animal). “O grande diferencial do médico-veterinário em relação aos outros profissionais é o fato de ser o único profissional que, além de conhecer a fundo a cadeia produtiva, possui no âmbito da sanidade animal um amplo espectro de atuação, como na profilaxia, controle e erradicação das doenças animais e zoonoses. Sua formação acadêmica e esse conhecimento permite que ele atue de forma diferenciada, garantindo a higiene e qualidade do produto final”, destaca a a médica-veterinária.

Cabe ao RT garantir o desempenho sanitário do estabelecimento, estabelecendo condições higiênico-sanitárias, como controle de pragas e roedores e o treinamento de funcionários quanto às práticas de higiene e manipulação dos produtos. O manejo e a conservação desses produtos também são responsabilidades dos profissionais, como explica a dra. Barbara Silveira Costa, membro da Comissão Técnica de Inspeção de Alimentos do CRMV-MG. “A inspeção veterinária consiste na retirada de produtos que não podem ser consumidos devido a fatores de risco, como: presença e ocorrência de agentes bacterianos, virais e parasitários com potencial zoonótico, além de resíduos biológicos e químicos. O trabalho se estende às medidas de controle para evitar a disseminação de doenças que podem também trazer prejuízos econômicos à cadeia produtora e ao consumidor, como orientando os negócios agroindustriais em prol do seu desenvolvimento”, detalha a médica-veterinária, mestre em tecnologia e inspeção de produtos de origem animal.

O cumprimento das normas de segurança do trabalhador neste processo e o treinamento de pessoal para uso de equipamentos também são funções dos profissionais. Supermercados e estabelecimentos varejistas devem trabalhar ainda em consonância com os serviços oficiais de inspeção e vigilância sanitária, visando a produção de alimento de boa qualidade. Em caso de ocorrências que sejam de interesse da saúde coletiva, cabe ao RT administrar esse processo e comunicar às autoridades competentes. Além disso, médicos-veterinários devem garantir o destino de produtos condenados, de acordo com as normas de inspeção, adotando medidas que previnam ou reparem danos ao meio ambiente provocados pelo estabelecimento.

Essas práticas são comuns no cotidiano da médica veterinária dra. Valéria Del Bianco, que atua na área há 13 anos. “Nós somos ligados ao quadro de segurança alimentar. Primeiramente, fazemos treinamento do pessoal que começa a trabalhar e que já está nas lojas. Trabalhamos ainda o controle de qualidade dos alimentos e fazemos inspeções diárias ligadas à higienização, aos procedimentos operacionais e aos documentos de vigilância sanitária”, explica dra. Valéria, que é Responsável Técnica em um supermercado varejista de grandes proporções.