Educação Continuada

Boas práticas de fabricação é tema de curso realizado com o apoio do CRMV-MG

Educação Continuada

Congresso Abfel 2019 reúne especialistas em felinos em Belo Horizonte

Educação Continuada

Evento internacional de bovinocultura leiteira é realizado com o apoio do CRMV-MG

Educação Continuada

Palestra realizada na sede do CRMV-MG aborda a "formação de preço no mercado pet"

Consulta Legal é consulta presencial

CRMV-MG apoia CRMV-SP e repudia plataforma “dr. Vet Online”

Conselho Ativo

11/09/2019

CRMV-MG participa de reunião sobre estratégias para tornar Minas Gerais livre de Febre Aftosa sem vacinação

Representado pelo presidente dr. Bruno Divino Rocha, o CRMV-MG participou nesta terça-feira (10), de uma reunião da Equipe Gestora Estadual do Plano Estratégico para Retirada da Febre Aftosa, realizada na sede da Faemg, em Belo Horizonte. Na ocasião, foram apresentados os principais resultados de 120 dias de execução do Plano, que visa trazer um novo status sanitário para o estado. Participaram do encontro representantes do IMA, da Faemg, do Ministério da Agricultura, da Escola de Veterinária da UFMG, e também de associações, como a Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ); dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Accomig); dos Avicultures de Minas Gerais (Avimig) e também dos Frigoríficos de Minas Gerais (Afrig).

A reunião teve o objetivo de apresentar os principais desafios de Minas para conseguir o novo status sanitário, integrando as entidades envolvidas no processo e abrindo campo para as principais dúvidas e alinhamentos. As entidades reforçaram que os setores público e privado também precisam estar alinhados para a conquista no novo status sanitário.

Entre as ações do IMA nos últimos quatro meses, destaca-se a interlocução direta com os produtores rurais por meio de dois fóruns regionais realizados em Viçosa e Lavras. De acordo com o diretor-técnico do IMA, Bruno Rocha de Melo, estão previstos mais nove fóruns, com formatos que possibilitem o levantamento das principais dúvidas dos produtores, que devem continuar vacinando o rebanho até a retirada da vacinação prevista para 2021. “Os fóruns contam com a participação de produtores rurais, representantes de diversas instituições envolvidas na cadeia produtiva do setor, médicos veterinários, pecuaristas, agroindústrias, além do comércio e prestadores de serviço. É importante mantermos a sinergia com todos os envolvidos”, lembrou.

O diretor-técnico informa que entre os principais desafios de Minas Gerais, estado que possui o maior número de propriedades rurais do Bloco 4 do PNEFA, composto também pelos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal está o georreferenciamento para registro de informações, como protocolos de campo e cadastros.

Infraestrutura - Aperfeiçoando a capacidade do serviço de defesa agropecuária e investindo no aparelhamento e infraestrutura, o IMA abriu neste mês inscrições de processo seletivo simplificado de médicos veterinários para reposição de 57 vagas no estado. O período de inscrição vai até 20 de setembro. Ação que está em consonância com o fortalecimento da defesa sanitária animal para atender o novo status, contribuindo para a saúde pública da população, com o provimento de produtos de qualidade na mesa dos consumidores.

Fundesa - O Fundo de Defesa Agropecuária (Fundesa), criado pela Faemg em 2018, tem o objetivo de arrecadar verbas para o suporte de ações no caso de prevenção e erradicação de doenças que acometem os rebanhos, constituindo importante ferramenta para garantir a sanidade dos animais. O Fundo integra o PNEPFA, que prevê o repasse rápido e eficiente de recursos para fazer frente às emergências sanitárias.

Os recursos do Fundesa podem ser utilizados para ações de controle e prevenção de enfermidades e atender emergências sanitárias. E, ainda, é uma garantia de indenização aos produtores em caso de abate do animal por recomendação oficial.

Os produtores de bovinos e suínos podem contar com o Fundesa desde o início deste ano. Já o setor de avicultura ainda não é totalmente coberto pelo fundo privado. Entre as deliberações da reunião, está a solicitação da Avimig à Faemg para adesão completa ao fundo. Para isso, seria necessário identificar as granjas registradas no IMA que ainda não aderiram ao Fundesa.

Outra questão discutida foi a maior adesão dos frigoríficos de Minas ao Fundo Privado. Além disso, foi estabelecido o alinhamento de informações com produtores do setor de avicultura, no que diz respeito à utilização dos recursos do Fundesa. Está prevista também o encaminhamento do projeto de lei sobre o Fundo Público ao Governo de Minas.


Com informações da Assessoria de Comunicação do IMA