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27/02/2019

CRMV-MG promove reunião para criação de protocolo sanitário destinado a cães e gatos em abrigos pós-desastres

O CRMV-MG, por meio de equipe de profissionais voluntários, promoveu nesta terça-feira (26) uma reunião para a criação de um protocolo sanitário destinado a cães e gatos em abrigos pós-desastres. O encontro foi realizado na Escola de Veterinária da UFMG, e contou com a participação das professoras dra. Camila de Oliveira e dra. Danielle Ferreira Soares; do residente em saúde pública veterinária dr. Marcelo Teixeira, e da professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, dra. Mitika Hagiwara.

O protocolo sanitário é constituído de aspectos para a promoção do bem-estar animal aos cães e gatos resgatados, como procedimentos de vacinação e vermifugação. O documento será encaminhado para as empresas responsáveis pelo rompimento da barragem em Brumadinho, e pelas barragens que necessitaram de evacuação dos animais das áreas de risco em Barão de Cocais e Itatiaiuçu, as quais estão responsáveis pelos animais resgatados. Além disso, também poderá ser utilizado em ocasiões futuras nas quais cães e gatos sejam destinados a abrigos pós-desastres.

Professora do departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Escola de Veterinária da UFMG, dra. Danielle Soares avaliou a importância da reunião e ressaltou a relevância da criação do protocolo. “A reunião foi excelente, um grande aprendizado para nós. Poderemos finalizar com maior segurança esse importante documento, inédito no Brasil, pois não existe na literatura protocolo vacinal para situações de animais abrigados pós-desastres dessa natureza. A experiência da dra. Mitika foi muito importante para fazermos um documento mais adequado a nossa realidade, possibilitando seu uso pelos profissionais que estão atuando em diferentes locais de risco em Minas Gerais", avaliou a médica veterinária.

Dra. Danielle também ponderou que devem ser observadas as especificidades de cada ocasião para que o protocolo seja utilizado adequadamente. “É importante destacar que o protocolo deve ser adaptado considerando fatores inerentes a cada local, de acordo com a avaliação clínica e epidemiológica do médico veterinário responsável pelo recebimento e manutenção dos animais acolhidos”, enfatizou a professora.